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INDOMÁVEL SONHADORA
O primeiro filme do diretor Benh Zeitlin, que retrata a dura vida da menina Hushpuppy, vivida pela jovem Quvenzhané Wallis, diante da iminente morte de seu pai e de uma catástrofe. O tom do longa é moralista, mas real, uma boa produção, com roteiro forte, mas não tem muito apelo comercial, perde terreno devido a isto.
DJANGO LIVRE
Um dos melhores trabalhos de Quentin Tarantino, o seu filme de maior sucesso financeiro, tanto interno, quanto no mercado externo. Muitos dos elementos do cinema do diretor estão presentes, como o sarcasmo, a violência agressiva, sangue e mortes, muitas mortes, no entanto, o longa é muito lento, grande demais, podendo facilmente retirar uns 30 minutos de suas tomadas. Como dito na crítica, é Tarantino alheio a diretrizes do mercado. ótimas atuações de Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson e Christoph Waltz, a negativa indo para Jamie Foxx, que ficou o filme todo com a mesma expressão.
A HORA MAIS ESCURA
O novo filme de Kathryn Bigelow é agressivo, um tanto quanto real e bom para um documentário. Nos mesmos moldes de "Guerra ao Terror", seu mais bem sucedido trabalho, quem tem destaque é a ascendente Jessica Chastain, que reflete o desejo tácito de toda uma nação, matar Bin Laden, e comprova o porque de tanta repercussão por trás do filme, pela polêmica da revelação ou não, de fatos sigilosos da CIA. Entretanto, essa polêmica afasta quase que por completo as chances de ganho.
AMOR
Depois de "A Fita Branca", Michael Haneke nos entrega um produto de extrema qualidade, tanto em termos técnicos, como fotografia, quanto em artísticos. O longa é sublime em seu roteiro quando divide bem a dor do sofrimento e o enlace eterno sentimental entre os dois idosos, vividos pela dupla francesa Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant. Ótimas atuações, especialmente de Riva e um final visceral inevitável, uma aula de cinema.
AS AVENTURAS DE PI
O novo filme de Ang Lee é puro CGI, com algumas cenas artísticas, propriamente dita, o filme segue em termos técnicos brilhantemente, merecedor, que será, de muitos Oscars técnicos, mas peca em seu conjunto, por ter um roteiro lento, que não privilegia o que de melhor há em seu contexto, o drama vivido no barco com o tigre. A ressalva fica pela falta de uma categoria para o tigre, que rouba a cena em muitos momentos.
O LADO BOM DA VIDA
Posso dizer, sem medo, que é a melhor comédia romântica, sem apelação, dos últimos tempos, é uma ode aos desajustados, aos que possuem transtornos comportamentais. É óbvio que o longa cresce quando da presença de Jennifer Lawrence, mas Bradley Cooper também está bem, com um mesmo ritmo em todo o seu decorrer, mostra que não tem grandes chances devido ao gênero, que não tem muito apreço por parte dos membros da academia.
OS MISERÁVEIS
Como em "O Lado Bom da Vida", posso dizer que é um dos melhores musicais já feitos, com uma brilhante entrega da atriz Anne Hathaway, e boas cantadas de Hugh Jackman e Russell Crowe, e olhem só, da jovem Amanda Seyffried. É uma exaltação, inconteste, da cultura francesa, Victor Hugo está batendo palmas para Tom Hooper, injustiçado na premiação.
LINCOLN
De longe, o filme que menos gostei dessa lista, com um roteiro lento, mas com diálogos inteligentes, o longa aborda em quase seu todo, o processo de promulgação da emenda que aboliu a escravidão nos Estados Unidos, "feito" pelo presidente Abraham Lincoln. No entanto, a obra pelo título deveria ser focada na vida do presidente mais querido da nação norte-americana, e não o é, é uma extrema exaltação nacionalista, mas possui bons embates na Câmara dos Deputados, o que a obra tem de melhor. Tommy Lee Jones brilha mais que Daniel Day-Lewis, que fica distante no meio do filme. Não é o melhor trabalho de Spielberg, mas tem uma boa câmera. Diante do bom apoio da crítica, e dos vários prêmios que vem recebendo é um forte favorito na luta pela estatueta.
ARGO
O melhor filme do Oscar. Ben Aflleck em seu terceiro longa já dá mostras de seu estilo de direção, com uma câmera participativa, ele nos coloca em meio ao caos, especialmente na primeira cena do longa, da invasão a embaixada norte-americana, nos sentimos inquietos, como os personagens. Muito injustiçado na premiação devido a polêmica de ter tido ou não acesso a fatos sigilosos da operação real de resgate dos diplomatas no Irã, o filme é crítico tanto de um lado, quanto do outro, sua melhor cena é o final mais tenso do que de fato pode ter sido. Um filme dentro de um filme, que põe Affleck, de fato, no rol dos principais diretores da atualidade. Toda a torcida para ARGO FUCKING SIR !!!!